Botando Quente

Paz não é a ausência de guerra 

👿 Se tem uma coisa pior que um inimigo é um inimigo que já foi amigo. É o que a governadora Raquel Lyra está descobrindo, não agora, mas já há algum tempo, ao enfrentar o fogo cruzado do seu ex-aliado Álvaro Porto. Talvez não convenha agora elencar as razões da querela, mas as consequências dela estão custando muito caro ao projeto de reeleição da ex-prefeita de Caruaru. 

🍾 O presidente da Alepe é um cara bonachão, festeiro, de bom trato. Era um fiel escudeiro de Armando Monteiro Neto, lembro, em uma das campanhas de que participei, em 2018, de uma cena que entrou pro folclore político: o então candidato a governador e Álvaro Porto dançando atrás de um paredão que tocava um funk no meio da militância lá em Lajedo. Hahahaha

😡 Pois Porto tá arretado com a governadora e não admite levar a culpa por uma suposta estagnação do Estado. Já protagonizou grosserias com ela, episódios de misoginia e machismo. Nesta terça, foi às redes sociais e não aliviou. Desafiou Raquel a mostrar uma obra que esteja parada por causa da Alepe. Pagou pra ver. 

🕊️Tenho pra mim que Álvaro tem pouco a perder. Raquel tem muito mais. Já passou o momento da pacificação. Se bem que o ódio é muito próximo do amor, né? Mas aí é filosofia demais pro meu gosto. 

João tá cercado

A cada dia, a briga pelo Senado na chapa de João Campos aumenta. Ontem foi a vez do presidente do UB, Antônio Rueda, botar pressão por Miguel Coelho. O ex-prefeito de Petrolina gostou da movimentação: “A ala de Rueda mostra que contamos com o apoio majoritário da nossa legenda. Estou pronto para fazer o debate que Pernambuco precisa”.

Caruaru também 

Falei ontem que Goiana não tem um deputado pra chamar de seu na Alepe faz tempo. Apois a Capital do Forró também. E o prefeito Rodrigo Pinheiro tá fazendo força pra eleger o seu secretário de Articulação Política, Anderson Luiz, em dobradinha com o federal Fernando Monteiro. Falando nisso, amanhã o prefeito, finalmente, se filia ao PSD da governadora.

Eleições no PT

“Ain, Wilfred, tu não vai falar da eleição do PT?”. Sinceramente, óbvio que o partido do presidente da República merece um olhar distinto, mas eu, Wilfred, acho superestimada a cobertura que se dá ao chamado PED. Existem sim nuances que interessam ao grande público, mas eu, Wilfred, acho que outros blogs, jornais e veículos abordam de maneira mais ampla e abalizada. Eu, Wilfred, prefiro falar de outras coisas. Ou seja, respondendo à pergunta: não. 

Assim é lasca, Lula

Ano passado, no meio da greve dos professores das universidades federais, uma das promessas do governo era a recomposição do orçamento das instituições. Os docentes, base importante de Lula, que segurou a barra em vários momentos difíceis, meio que engoliram essa pala, e voltaram ao trabalho. Aí é triste ver o reitor da UFPE anunciar um corte violento de despesas e a redução de programas e bolsas porque o MEC não cumpriu o que prometeu. Assim é lasca, Lula. 

Bacurau

No já clássico Bacurau, tem uma cena em que o personagem vivido pelo ator paraibano Thardelly Lima é enxotado pela população do povoado por se aliar aos invasores gringos. Como o povo das redes sociais é criativo que só, já estão sugerindo fazer algo semelhante com um certo presidente de uma certa casa legislativa de uma certa capital de um certo país que fala português da América Latina. Parece que tô ouvindo a voz do meu querido Júnior Black xingando o sujeito.

Wilfred Gadêlha

Nascido em Goiana-PE no período pleistoceno, Wilfred Gadêlha é formado em jornalismo pela UFPE. Atuou em vários veículos como repórter e editor, é geminiano, metaleiro e metido a cantor. Já escreveu livros, apresentou programa de rádio e dirige e roteiriza documentários que ninguém viu. Também foi secretário de Comunicação na terra-natal e em São Lourenço da Mata e fez várias campanhas - algumas perdeu e outras ganhou.

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