Janela Internacional de Cinema do Recife começa neste final de semana em três cinemas

Festival exibe filmes premiados em Cannes e Toronto e homenageia o cinema pernambucano com mostra dedicada a Jomard Muniz de Britto

A Janela Internacional de Cinema do Recife chega à sua 16ª edição de 1º a 5 de novembro, transformando o Cinema São Luiz, o Cinema do Parque e o Cinema da Fundação em pontos de encontro para cinéfilos, realizadores e pesquisadores do audiovisual. Reconhecido como um dos principais festivais do país, o evento reafirma em 2025 seu papel como espaço de celebração da diversidade e da invenção cinematográfica, reunindo estreias internacionais, clássicos restaurados e obras fundamentais do cinema pernambucano.

Entre os títulos mais aguardados estão Sirât(2025), de Óliver Laxe, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes e representante da Espanha no Oscar; Sentimental Value (2025), novo longa de Joachim Trier, que conquistou o Grand Prixem Cannes; e No Other Choice(2025), de Park Chan-Wook, premiado no Festival de Toronto. As produções inéditas dividem espaço com curtas e longas brasileiros em uma programação que costura o contemporâneo e o histórico em uma mesma experiência de sala escura.

Memória – O festival dedica uma mostra especial aos filmes recém-digitalizados do cineasta Jomard Muniz de Britto, em parceria com o Cinelimite, destacando sua contribuição singular para o cinema experimental pernambucano. Outro momento marcante será a exibição do clássico São Paulo, Sociedade Anônima(1965), de Sérgio Person, em cópia restaurada, com apresentação de Kleber Mendonça Filhoe debate com Marina Person, filha do diretor.

Para Pedro Azevedo Moreira, diretor de programação, esta edição busca conciliar intensidade e síntese. “O Janela 2025 será mais curto, mas repleto de filmes que marcaram o circuito internacional, além de restaurações e estreias que reafirmam o compromisso do festival com o cinema pernambucano — do passado ao presente. É uma edição que condensa o espírito do Janela: um festival de invenção, memória e descoberta”, afirmou.

Além doSão Luiz, a mostra vai exibir filmes entre os dias 1º e 5 nos cinemas do Parque e da Fundação

A curadoria do Janela é assinada por Pedro Azevedo Moreira, Felipe André Silva, Dodô Azevedo, Biarritzzz e Montez, em uma composição que reflete olhares múltiplos sobre o audiovisual contemporâneo. Já a identidade visual, criada pela artista Clara Moreira, homenageia o Recife com uma arte inspirada nas varandas da Ponte Maurício de Nassau, evocando a cidade como cenário e metáfora do olhar cinematográfico.

O 16º Janela Internacional de Cinema do Recife é uma realização da Cinemascópio, com patrocínio do Grupo Parvi, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e do Complexo Industrial Portuário de Suape. A programação completa será divulgada em breve nas redes oficiais do festival.

Wilfred Gadêlha

Nascido em Goiana-PE no período pleistoceno, Wilfred Gadêlha é formado em jornalismo pela UFPE. Atuou em vários veículos como repórter e editor, é geminiano, metaleiro e metido a cantor. Já escreveu livros, apresentou programa de rádio e dirige e roteiriza documentários que ninguém viu. Também foi secretário de Comunicação na terra-natal e em São Lourenço da Mata e fez várias campanhas - algumas perdeu e outras ganhou.

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