Quinze anos de hip hop ocupando as ruas: Rimando Contra a Maré celebra trajetória em Paulista

Festival independente reúne oficinas, cine debate e shows gratuitos neste sábado (15), reafirmando a força cultural das periferias

São quinze anos rimando, pintando, dançando e ocupando as ruas com a força do hip hop. Neste sábado (15), o Festival Rimando Contra a Maré celebra essa trajetória com uma programação gratuita na Praça Aníbal Fernandes, em Jardim Paulista Baixo, a partir das 16h, reunindo shows, oficinas e atividades formativas que reafirmam o compromisso do coletivo com a juventude negra e o direito à cidade.

Festival conecta arte, formação e cidadania

Criado em 2010 para dar visibilidade a artistas do rap, o festival ampliou seu alcance ao longo dos anos, incorporando rock, reggae, coco e outras expressões da cultura popular, além de ações educativas que conectam arte, formação e cidadania. A partir das 16h, o público poderá participar das oficinas de skate com Ikaro Vinicios e Michel Cícero, e da oficina de breaking com o B-Boy Rasta. Às 18h30, o Cine Debate “Direito à Cidade – Juventude Negra”, mediado por Débora Nascimento, abre espaço para reflexão sobre território, violência e potência periférica.

Entre asatividades, tem oficina de breaking

Os shows começam às 20h, trazendo artistas fundamentais para a cena urbana. Entre eles, o Faces do Subúrbio, pioneiro do rap nordestino e conhecido pela fusão de hip hop, embolada e rock; o Breggae, que mistura brega e reggae; a jovem TremSete, de 16 anos, uma das vozes mais promissoras do grime pernambucano; e o Coco da Jaguarana, grupo paulistense que apresenta a força dos ritmos tradicionais do Nordeste. O line-up se completa com o DJ Beto, que costura break, brega, forró, cúmbia eletrônica e rap em remixes autorais.

As atividades começam ainda na sexta-feira (14), com oficinas lúdicas na Escola Municipal Maria das Neves, também em Jardim Paulista Baixo. As crianças participam da Oficina de Rima, conduzida por Jason MC18, e da Oficina de Graffiti, ministrada por Nathê Ferreira, que estimula um olhar crítico sobre representatividade negra e identidade periférica. As ações antecipam a programação principal e reforçam o compromisso do festival com formação e acesso à cultura desde a infância.

Fotos: Lumos Estúdio e Cleiton Lima

Wilfred Gadêlha

Nascido em Goiana-PE no período pleistoceno, Wilfred Gadêlha é formado em jornalismo pela UFPE. Atuou em vários veículos como repórter e editor, é geminiano, metaleiro e metido a cantor. Já escreveu livros, apresentou programa de rádio e dirige e roteiriza documentários que ninguém viu. Também foi secretário de Comunicação na terra-natal e em São Lourenço da Mata e fez várias campanhas - algumas perdeu e outras ganhou.

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