Capibaribe in Rock celebra 28 anos com dois dias de arte, música e resistência em Santa Cruz do Capibaribe

Festival gratuito reúne shows, oficinas, teatro, debates, exposições e celebra a força do interior na cultura alternativa pernambucana

O Capibaribe in Rock chega à sua 28ª edição reafirmando por que se tornou um dos encontros culturais mais longevos e potentes do interior de Pernambuco. Nos dias 22 e 23 de novembro, o Instituto UESCC, em Santa Cruz do Capibaribe, recebe uma programação gratuita que mistura música, teatro, debates, oficinas, exposições e audiovisual. É a celebração de um festival que atravessa gerações como espaço de criação, experimentação e liberdade artística.

Zefirina Bombavem de João Pessoa para a 28 ª edição do Capibaribe in Rock

Criado como um catalisador do cenário alternativo, o evento expande mais uma vez seu alcance ao reunir artistas de diferentes cidades, sonoridades e linguagens. Do rock ao popular, a edição 2025 recebe Zeferina Bomba, Vidraça, Os Aquamans, Banda Oculto, Coroné do Pife e Overglory — grupos que representam tanto a cena pernambucana quanto conexões com outros estados. Em diálogo com a música, o público também encontra um circuito de exposições de fotografia, artes plásticas e artes visuais, com trabalhos de Elivaldo Araújo, Vanessa Ramos, Phany Nyelz, Edson Germinio, Amanda Duda, Eva Marina e Maísa Clemente, disponíveis durante todo o evento.

Sábado – A programação do sábado começa às 10h com uma palestra sobre o sistema de cotas raciais com o professor Thiago Menezes. À tarde, às 14h, acontece a oficina de comunicação para artistas independentes facilitada por Nayara Silva. Às 17h, o teatro toma a cena com o monólogo Carolina Maria de Jesus: a Favela Não Venceu, texto e direção de Walter Vitti, interpretado por Agnes. Os shows começam às 21h com Vidraça, seguidos por Os Aquamans e Zefirina Bomba.

Overgloryrepresenta o metal de Santa Cruz do Capibaribe

Domingo– O dia 23 abre às 10h com a exibição do documentário Pesado: Que Som É Esse Que Vem de Pernambuco?, dirigido por Leo Crivellare e escrito por Wilfred Gadêlha (nota do editor: Eu mesmo), com conversa posterior com o roteirista sobre a trajetória do rock pesado no Estado. Às 14h, o evento recebe o Café com Arte, oficina criativa com Itamara Vanessa, e às 17h o Maracatu Capibaribe se apresenta sob a regência de Alencar Lopes, com participação de um grupo de dança coordenado por André Dibiasy. A noite musical começa às 20h com Oculto, seguido por Coroné do Pife & Banda, Overglory e o encontro Cosmic Dark meets B.Skin, encerrando a edição em clima de celebração coletiva.

Wilfred Gadêlha

Nascido em Goiana-PE no período pleistoceno, Wilfred Gadêlha é formado em jornalismo pela UFPE. Atuou em vários veículos como repórter e editor, é geminiano, metaleiro e metido a cantor. Já escreveu livros, apresentou programa de rádio e dirige e roteiriza documentários que ninguém viu. Também foi secretário de Comunicação na terra-natal e em São Lourenço da Mata e fez várias campanhas - algumas perdeu e outras ganhou.

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