A relação da governadora com a oposição na Alepe nunca esteve tão turbulenta. E nem é por causa das brigas dela com o presidente Álvaro Porto. Não dessa vez.
O que tá acontecendo agora – os sucessivas derrotas nas comissões, os vexames nas convocações de secretários, as emendas que emparedam projetos importantes para o Palácio, a demora na análise do nome do administrador de Noronha, enfim, um bocado de coisa – é fruto de algo que vem lá de trás: a falta de tato, pra não dizer outra coisa, que Raquel sempre teve com a Casa Joaquim Nabuco.
Agora, na avaliação de muita gente, é tarde. Não adiantou levar o deputado Kaio Maniçoba pro governo. O estrago tá feito. A má vontade da oposição é grande – e, dizem, de parte dos governistas também. Isso tem a ver, não vamos nos esquecer, com as emendas de 2024 que ainda não foram pagas (nisso eu tô com o deputado João Paulo: acho um absurdo!). E tem gente, como o presidente da CCJ e ferrenho opositor Alberto Feitosa, que quer ainda mais. Se isso acontecer, não nos enganemos: quem estiver na Praça da República em 2027, seja Raquel, seja João Campos, vai ter um baita problema.
Enquanto os deputados brigam, o nó está aí pra ser desatado. O povão não tá nem aí. Olha pra essa confusão e não entende nada. Não sabe sequer o nome de metade dos 49 parlamentares. Quem sai perdendo é a governadora. Faltando um ano e cinco meses para a eleição, ela quer gastar pra tentar tirar a diferença pro prefeito do Recife. A oposição quer arrochar o nó.
Quem não pode pagar a conta somos nós.
PS: e a governadora não deu um pio sobre a nomeação do seu conterrâneo Wolney Queiroz como ministro… 👀👀👀















