O ministro Wolney Queiroz foi ao Senado dar explicações sobre o chamado escândalo do INSS na Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle. E se saiu melhor que a encomenda. Seguro, com dados e informações na ponta da língua, o caruaruense deixou uma impressão de que foi a melhor escolha de Lula para o lugar do desgastado Carlos Lupi. E ainda protagonizou um episódio de embate contra Sérgio Moro, o saco de pancadas de todos os ministros que vão ao Congresso.
É importante salientar que Wolney se saiu bem porque não é neófito no trato político. Foi seis vezes deputado federal e sabe muito bem as cascas de banana que existem em uma audiência do gênero. Foi para a Casa Alta, onde o seu partido, o PDT, não rompeu com o governo (ou seja, lhe deu suporte), munido de todo o arcabouço jurídico e linhas do tempo das falcatruas que aconteceram no INSS.
E foi aí que deitou e rolou em cima de Moro. A oposição está numa cruzada ineficaz para tentar fazer com que Wolney peça demissão, alegando que o novo ministro “sabia de tudo”. Quando o ex-juiz alegou isso, o caruaruense armou o bacamarte e disparou: as denúncias chegaram ao Ministério da Justiça em 2020 durante o governo de Jair Bolsonaro. Não adiantou Moro dizer a informação não chegou a ele nem que não estava mais na pasta: o estrago já estava feito.
No frigir dos ovos, a ida de Wolney ao Senado surtiu efeito: ele mostrou comprometimento com o que Lula lhe pediu: resolver o problema. E, de quebra, o traz de volta aos holofotes, uma vez que a posição de secretário-executivo o deixava nas sombras.















