Levantamento de novembro aponta recuo de dois pontos e estabilidade no cenário político; presidente mantém força no Nordeste e entre beneficiários do Bolsa Família
A nova pesquisa Genial/Quaest, feita entre 6 e 9 de novembro de 2025, mostra uma leve queda na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passou de 49% para 47%, enquanto a desaprovação subiu para 50%. A diferença está dentro da margem de erro, mas interrompe a sequência de estabilidade registrada desde o meio do ano. A avaliação geral do governo também reflete esse equilíbrio: 31% consideram a gestão “positiva”, 28% a classificam como “regular” e 38% como “negativa”.

O desempenho regional revela contrastes persistentes. No Nordeste, Lula mantém ampla vantagem, com 59% de aprovação, contra 38% de desaprovação. No Sudeste, a situação se inverte: 53% desaprovam e 44% aprovam. O apoio é mais alto entre mulheres (51%) e entre quem tem ensino fundamental (55%), e cai entre pessoas com ensino superior (38%).
Segurança — Entre beneficiários do Bolsa Família, o índice de aprovação atinge 65%, reforçando o peso das políticas sociais como pilar de sustentação do governo. Já entre quem não recebe o benefício, o número cai para 43%. No campo político, Lula preserva base sólida: 91% dos lulistas aprovam sua gestão.
A pesquisa também captou o impacto da megaoperação no Rio de Janeiro. O episódio foi conhecido por 97% dos brasileiros e aprovado por 67%, mas as falas do presidente sobre o tema provocaram rejeição: 81% discordam da ideia de que “traficantes também são vítimas dos usuários”. Mesmo assim, 51% consideraram a declaração uma opinião sincera e 39% um mal-entendido.
O levantamento mostra ainda um ambiente de forte punitivismo social: 46% defendem leis mais duras e penas mais longas como solução para a violência, enquanto 27% priorizam investimentos em educação e oportunidades. A PEC da Segurança Pública tem apoio de 60%, e 73% acham que facções criminosas devem ser classificadas como organizações terroristas.
Na economia, 43% avaliam que o país piorou no último ano, e 24% dizem que melhorou. Apesar disso, o otimismo com o futuro resiste: 42% acreditam que a economia vai melhorar em 2026, contra 35% que preveem piora. No balanço geral, 58% acham que o Brasil segue na direção errada e 34% na certa.
Fotos: Ricardo Stuckert/PR















